| |
Justificativa
Um dos desafios mais urgentes para a reflexão teológica na atualidade
é compreender o significado teológico possível que emerge da realidade
do pluralismo eclesial e religioso do nosso tempo. À teologia cabe também
a tarefa de orientar o diálogo entre as diferentes concepções de Deus,
da Igreja, do ser humano, da vida no planeta, apresentadas pelas igrejas
e religiões. O Concílio Vaticano II e o Magistério posterior, orientam
para que na formação dos agentes de pastoral não se desconsidere a urgente
necessidade da formação ecumênica. No Brasil existem significativas
iniciativas de diálogo entre igrejas e religiões que interpelam a reflexão
teológica. Tais iniciativas surgem tanto da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil - CNBB, que procura colocar em prática as orientações
do Concílio, quanto dos organismos ecumênicos que aqui se encontram.
O movimento ecumênico está progredindo nos caminhos de aproximação e
diálogo entre as igrejas. Isso tudo exige que a teologia esteja aberta
à "solicitude ecumênica da Igreja", o que não acontece apenas pela transmissão
de princípios sobre o diálogo ecumênico e inter-religioso aos alunos
mas, sobretudo, pela orientação para a formação de um "espírito de diálogo",
que se expresse por atitudes/comportamentos, um modo de ser. Assim,
urge a necessidade de favorecer para que no curso de teologia seja contemplada
de modo mais explícito a preocupação ecumênica da Igreja, contribuindo
para a explicitação da dialogicidade/ecumenicidade de cada disciplina,
de modo a mostrar esses elementos como realidades inerentes à fé cristã
e ao ser eclesial.
|