ENCONTRO ECUMÊNICO DO SULÃO

 

Mantenham entre vocês laços de paz,

para conservar a unidade do Espírito” Ef 4,3

 

Curitiba - PR   22, 23 e 24  de julho de 2005.

 

“O ECUMENISMO É UMA PARTILHA DE DONS”

 

Não há ecumenismo sem conversão e perdão. A vergonha e o arrependimento interior pelo escândalo da divisão, arrependimento este suscitado pelo Espírito, estão na base do movimento ecumênico (cf. UR, n. 1). Hoje, os cristãos ultrapassaram o limiar do Terceiro Milênio e encontram-se diante de uma opção comprometedora, difícil e essencial. O empenho ecumênico na promoção da unidade dos cristãos constitui um dos grandes desafios e uma das tarefas mais urgentes neste início de milênio. Eles são chamados a promover uma espiritualidade da comunhão e, desta maneira, ser luz do mundo, cidade situada sobre um monte (cf.Mt 5,14).

Apesar da persistência das divisões, graças à experiência de diálogo que as Igrejas estão vivendo, até hoje os cristãos puderam pelo menos demonstrar que o processo de purificação da memória do seu passado gera, pouco a pouco, uma evolução que faz prevalecer a Lei nova do espírito, da caridade. A fraternidade universal deles tornou-se uma firme convicção ecumênica. Vivem já numa comunhão real e profunda, embora ainda não seja perfeita. No testemunho e no serviço da paz, os cristãos podem e devem, já, a partir de hoje, colaborar estreitamente entre si.

 

Cardeal Walter Kasper

L’Osservatore Romano

12 de janeiro de 2002

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