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Cem Anos de História – Cem anos para refletir Ecumenismo (1910-2010)
Com o propósito de trocar experiências, promover a unidade cristã e expor os avanços alcançados nos 100 anos de caminhada ecumênica, representantes de Santa Catarina-Sul 4, Rio Grande do Sul-Sul 3, Paraná-Sul 2 e São Paulo-Sul 1, reuniram-se para o 5º Sulão. Luteranos, Católicos, Anglicanos, Metodistas, Evangélicos, Presbiterianos, Pentecostais, Batistas, estiveram presentes no evento que aconteceu em Indaiatuba-SP, na vila Kostka-Itaici, entre 28 e 30 de agosto. O Sulão contou com a presença do coordenador geral da Comissão Ecumênica, Pe. José Bison, animação do cantor e compositor Xico Esvael e Roy de Oliveira Duarte, além dos assessores Pe. Rui Melati, José Carlos de Souza, Rev. da Igreja Metodista, Pe. Elias Wolff, Pe. Marcial Maçaneiro-SCJ (Sagrado Coração de Jesus), Revda. Margarida Ribeiro, da Igreja Metodista, Pastor Marcos Aurélio de Oliveira-IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil) e 206 corações ecumênicos abertos para aprender, compartilhar e encher a bagagem de ânimo para propagar o ecumenismo nas suas comunidades de origem. Abriu o Sulão um memorial de personalidades que dedicaram seu trabalho missionário à unidade dos cristãos desde 1910, entre eles foram citados Mahatma Ghandi, Papa João XXIII e Martin Luter King. Houve uma caminhada ao redor da vila Kostka iluminada à luz de velas e com entoação de mantras e canções ecumênicas. Palestras expuseram perspectivas históricas e teológicas que aconteceram no decorrer de 100 Anos e ofereceram um panorama sobre as convergências entre as denominações. “Em tudo quanto determina em nossa salvação nós convergimos”, diz o Pe. Marcial Maçaneiro-SCJ. As regionais tiveram a possibilidade de partilhar suas experiências Ecumênicas e, divididas em pequenos grupos, apresentar três propostas para o ecumenismo no Brasil. Destacou-se a importância da formação ecumênica, tanto para ministros ordenados como para leigos. A Revda. Margarida Ribeiro e estudantes de Teologia da Igreja Metodista prepararam uma vigília de oração pela Caminhada Ecumênica, na qual cada regional foi convidada a levar símbolos de sua região. Ao final da vigília todos os símbolos foram colocados ao centro de um salão, unidos de forma que um completasse o outro e todos juntos rezaram o Pai Nosso Ecumênico. A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 também teve seu momento. Com o tema: “Economia e Vida”, e o lema: “Não podeis adorar a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24), foram expostas questões como o consumismo desenfreado e a falta de zelo com o meio ambiente, problemas que precisam ser enfrentados no mundo inteiro. Houve também uma breve reflexão sobre os elementos do cartaz da campanha, que nos coloca diante das necessidades: sem Deus não podemos resolver e sem dinheiro não podemos viver, uma espécie de súplica para saber discernir como usar bem o dinheiro sem ferir as necessidades do próximo e a vontade de Deus. O texto base também foi apresentado e mostra que a CF 2010 tem como objetivo específico denunciar a perversidade de um modelo econômico que visa em primeiro lugar o lucro, aumenta a desigualdade e gera miséria e fome; educar para a prática de uma economia de solidariedade,de cuidado com a criação e de valorização da vida e conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para a implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para com todas as pessoas. Com a explicitação das convergências e o reforço de que a bíblia é o ponto de partida para a história ecumênica, é o fundamento que convoca à reconciliação e à unidade, prova-se que o ecumenismo não é uma proposta utópica, mas sim, um objetivo a ser alcançado e que cem anos de caminhada é o ponto de partida.
LIZANDRA CARPES DA SILVEIRA (Estudante de Jornalismo) |