II SULÃO DE ECUMENISMO

 

         Nos dias 11 a 13 de julho de 2003, realizou-se no Instituto Teológico de Santa Catarina – ITESC, o II Curso de Ecumenismo do Sulão, envolvendo quatro regionais da CNBB: Sul I (São Paulo), Sul II (Paraná), Sul III (Rio Grande do Sul) e Sul IV (Santa Catarina). O SULÃO II teve como tema «Pentecostalismo: desafios e perspectivas para o diálogo ecumênico».

O Prof. Dr. Pedro Ari Oro, professor de Antropologia da UFRS (Porto Alegre), fez uma «leitura sócio-antropológica do pentecostalismo», e o Pe. Dr. Elias Wolff, professor de teologia no ITESC, analisou «a caminhada ecumênica nos regionais». O curso contou com 60 participantes dos quatro regionais.

            Como conclusão do SULÃO II, buscou-se eleger algumas atividades conjuntas, com vistas a integrar as iniciativas ecumênicas nos quatro regionais. Os pontos eleitos foram: a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos; a formação ecumênica; a organização de comissões para o ecumenismo nas dioceses dos regionais; e a criação de uma coluna/página sobre ecumenismo nos jornais das dioceses dos regionais. Decidiu-se, ainda, que os cursos sobre ecumenismo no Sulão se realizarão a cada dois anos, sendo o próximo em 2005, no Paraná.   

  CONCLUSÕES DO SULÃO II
 

 

1 – O cenário ecumênico dos regionais I, II, III e IV da CNBB apresenta-se do seguinte modo:

 

           a) Estruturação: alguns estáveis, com estruturas regionais e diocesanas, outros ainda em formação. Somente o Paraná – Sul II, não tem uma comissão regional para o ecumenismo, embora tenha um delegado.

No nível de estruturas, é positivo o fato de que alguns regionais estão vinculados a organismos ecumênicos, ou a centros de referência para todo o regional. Ex. Sul I, a Casa da Reconciliação; Sul III, o CONIC regional; SUL IV o CIER. 

 

            b) Formação: todos os regionais estão investindo na formação ecumênica. Alguns, sobretudo Sul I, investe também na formação para o diálogo interreligioso.

 

            c) Espiritualidade: parece ser a dimensão do ecumenismo que mais avança. A expressão maior é a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Em alguns regionais, Sul I e II, desenvolve-se o Dia Mundial de Oração.

 

            d) Ecumenismo e sociedade: em todos os regionais, a ação social aparece como o elemento que mais favorece o ecumenismo. São exemplos: a pastoral da criança, a pastoral da família, os centros de direitos humanos...

 

            Um questionamento: qual a relação «ecumenismo e Igreja»? Tem-se a impressão que não existe essa relação. A «Igreja oficial» não tem conhecimento da prática ecumênica dos seus fiéis, e nem assume seus anseios pela unidade dos cristãos. Em contra-partida, aqueles que se dedicam ao ecumenismo são como que uma «tribo ecumênica» no interior de suas igrejas.

 

 

2 - SULÃO II - Por onde ir? Propostas comuns:      

-          Intensificar a Semana de Oração nos regionais

-          Intensificar a formação para o diálogo ecumênico e interreligioso

-          Formar a Comissão Diocesana para o Ecumenismo em todas as dioceses dos regionais

-          Formar a Comissão Regional para o ecumenismo em todos os regionais

-          Estudar a possibilidade de um «boletim ecumênico» do SULÃO          

-          Enquanto não for possível o boletim, fazer com que todos os jornais das dioceses possuam uma coluna/página sobre ecumenismo

-          A partir de agora, o SULÃO terá uma coordenação composta pelos delegados regionais para o ecumenismo

-          Fica decidido que o SULÃO acontecerá a cada dois anos

-          Fica decidido que o SULÃO III acontecerá no Paraná, em 2005.

 

 

Leia o  Resumo da reflexão sobre o pentecostalismo do Prof. Dr. ARI PEDRO ORO